Geovani Diniz comenta luta pelo cinturão do Shooto
Geovani Diniz se prepara para um dos combates mais importantes da carreira. O representante da Nova União, líder do ranking do Shooto Brasil, disputará o primeiro cinturão do evento contra a fera nordestina Willamy Chiquerim. Com lutadores de trocação por essência, o combate promete ser movimentado e Geovani já adianta: “vou partir para briga.”
Portal das Lutas – Como está o treinamento para a luta contra o Chiquerim?
Geovani Diniz – Estou treinando bem pesado, ralando muito. Tenho treinado muito boxe e wrestling.
PDL – Vocês são lutadores que têm como principal característica a trocação. O que você espera para esse combate?
GD – Acho que será uma luta muito movimentada pelas nossas características. Penso que ele tentará me botar para baixo e tenho treinado muito wrestling para evitar isso. Então creio que ficaremos na trocação. Vou para nocautear, tô indo para briga mesmo. E se ele conseguir me botar para baixo, o chão está em dia também.
PDL – O fato de ser uma disputa de cinturão nacional significa um passo importante na sua carreira?
GD – É uma luta muito importante. Se ganhar esse cinturão, muitas portas devem se abrir para mim lá fora, o que é importante para carreira. Estou muito focado em fazer uma boa luta, até porque quando lutamos bem outros eventos nos chamam.
PDL – É verdade que você esteve próximo de fazer uma luta contra o peruano Ivan Pitbull, aluno de Alexandre Pequeno, pelo título sul-americano do Shooto?
GD – Estive perto de lutar contra ele, pois sou o primeiro do ranking nacional e ele é um dos atletas de grande destaque na América do Sul na minha categoria, que não é brasileiro. Houve a conversa, mas acabou não acontecendo. Existe a possibilidade de depois lutar pelo título sul-americano do Shooto, talvez até num evento na Argentina. Mas estou focado primeiro no cinturão nacional.
PDL – Você tem origem no boxe e vem de duas vitórias contundentes na modalidade. Continua lutando boxe?
GD – Boxe é a minha casa. Assim como alguns representantes do jiu-jitsu no MMA gostam de lutar os campeonatos de quimono, também gosto de lutar boxe. Além disso, me dá mais confiança na trocação. No primeiro Shooto estava sem lutar boxe há algum tempo e me senti meio perdido no ringue. Nos dois últimos, apesar de ter decidido com finalizações, me senti bem na trocação e percebi que os adversários acusavam mais meus golpes. O problema do boxe no Brasil são as bolsas, muito baixas.
Créditos: Carlos Eduardo Ozório – ceozorio@portaldaslutas.com
Fonte: Portal das Lutas
