Rudimar apresenta novo peso pesado da Chute Boxe
A Chute Boxe já foi a principal equipe de MMA do mundo e foi a responsável por lançar nomes como Anderson Silva, Wanderlei Silva e Mauricio Shogun. Prestes a completar 31 anos de vida, a equipe do Mestre Rudimar Fedrigo segue com o trabalho de lapidação de atletas e começa a mostrar ao mundo uma nova geração de talentos. O Portal do Vale-Tudo esteve em Curitiba, conhecendo algumas novas apostas do Mestrão, e um dos que mais vem se destacando é Vinicius Vina, apelidado de Spartan, uma alusão aos guerreiros de Sparta. Do alto de seus 2,02m, o peso pesado faixa marrom de Jiu-Jitsu e ponta preta de Muay-Thai faz jus ao apelido e sonha alto: “Eu quero o Fedor”.
PVT: Você nasceu em Curitiba, mas por quê foi morar na Praia do Rosa, em Santa Catarina?
Vina: Eu estava me graduando numa época muito concorrida, na qual os tops todos ainda estavam na academia, então achei que, para abrir caminhos para mim, seria melhor ir para a Praia. Abri uma filial da academia lá, plantar uma semente nos alunos para eles começarem a treinar, e acabou que o mestre viu meu potencial. O Cristiano me chamou para treinar e mantenho meu trabalho lá, mas minha família é de Curitiba e sempre que eu estou aqui, estou em casa.
PVT: Qual sua principal especialidade? Muay Thai ou o Jiu-Jitsu?
Vina: Pelo gosto dos promotores, puxo mais o Jiu-Jitsu, porque os promotores de eventos gostam mais de porrada, e é assim que eu treino para representar a escola. Mas puxo bastante no Jiu-Jtsu para não ser surpreendido na luta, para não criar uma única estratégia, não ter só uma característica. Se eu pegar um cara de chão, ele não vai me botar para baixo e eu vou enfiar a porrada. Se eu sair com um cara bom de muay thai, eu vou pra trocação e boto ele para baixo pra finalizar. Se pegar um cara completo, vou testar meu jogo completo.
PVT: Qual seu cartel e as principais vitórias?
Vina: Disputei oito lutas de MMA, venci sete e perdi uma, para o Danilo Motoserra, na decisão dos árbitros. Já ganhei do Lamar Silva e do Anderson Mariano, por nocaute, e do Nélson Martins, que estava despontando em Santa Catarina, também por nocaute, no Samurai. Também nocauteei quatro oponentes em quatro lutas de Muay Thai.
PVT: E seus ídolos no MMA, quem são?
Vina: Meus ídolos se formaram todos aqui na academia, mesmo. Cresci vendo o pessoal de Curitiba dominar o mundo das lutas, o Wanderlei Silva, o Shogun… Acredito que agora está chegando a minha vez, está aparecendo meu espaço. A escola sempre foi muito forte e vou representá-la como eles representavam.
PVT: Você sonha em lutar no UFC?
Vina: Olha, não sei se estou sendo muito sincero, mas não sei se tenho tanto interesse em lutar o UFC, porque eles não tratam os atletas como deveriam, tratam como número. Na hora de fechar os contratos, eles favorecem só o vento. No Japão, viam o lutador como ídolo e herói, nos EUA só querem derrubar a casa do atleta, arrumar só encrenca para o cara perder, fazem dois ou três ídolos e o resto, pisam em cima. Já no Strikeforce, no Dream, eles valorizam mais. De repente, pinta um evento antigo como o Pride, no Japão, com a evolução do MMA. É claro que, se aparecer o UFC, eu quero ir, mas vou querer respeito dos lutadores.
PVT: Tem algum lutador que você gostaria de enfrentar?
Vina: Sei que não sou ninguém ainda, não ganhei de ninguém, mas estou mirando o Fedor. Se não treinar para lutar com os melhores, devia fazer outra coisa. Treino muito para enfrentá-lo, nasci para isso e acho que um dia vou fazer com ele, tenho isso na minha cabeça.
PVT: Seria um grande feito alguém da Chute Boxe vencer o número 1 do mundo…
Vina: Se Deus quiser, né? A gente está bem representado pela Cris, pelo Werdum, o time todo está voltando, o Jaca, o Popeye, o pessoal da antiga. Tem a galera nova, como o Thiago Bell, que tem muito talento, e eles também estão levando fé no meu potencial. A Chute Boxe é uma escola que cria, que forma, e nunca vai acabar. Eu faço formação de atletas de base que daqui a cinco ou seis anos vão estourar, são sinistros. As escolas criadas para o profissionalismo, para lutar apenas, não estão formando e daqui a cinco anos vão desaparecer, as equipes vão enfraquecer.
PVT: Você é um peso pesado. Quanto você está pesando atualmente e a quanto pretende chegar?
Vina: Tenho 102kg agora e a ideia é ganhar 7 ou 8kg e chegar a 110kg. Até porque os melhores da categoria não são os de 120kg e sim os de 106, 108kg, que têm explosão e gás melhor. Como eu tenho mais altura, quero ganhar esse peso, ficar seco e rápido, ter gás e tentar pegar os pesadões e botar giro neles, em pé, no chão, fazer luta versátil, porque eles são mais lentos.
PVT: Quem você acha que é o melhor pound for pound da atualidade?
Vina: O Fedor. Os outros três, na sequência, são Anderson, George Saint-Pierre e Shogun, mas o Fedor é unânime, porque contra esses todos que citei você ainda pode pensar numa estratégia, mas contra ele, não tem. O Fedor é muito pesado em pé e agressivo no chão. O GSP é muito bom, mas é mais leve e não tem poder de nocaute, se um cara tentar buscar jogo, de repente consegue. Se o Fedor entrar com uma pedrada, acaba a luta em poucos segundos.
PVT: E você acha que vale treinar pra vencer essa fera?
Vina: Para botar o joelho no rosto dele e botá-lo para dormir. Pode ser muita pretensão, podem achar que o Vina tá viajando, mas tem que mirar a lua para acertar as estrelas. E ele é um ser humano, tem dois braços, duas pernas, eu treino com os melhores aqui, só estou começando, mas a carreira dos pesos pesados vai até mais tarde, tenho até os 35, 38 anos para lutar. Por ser grande e versátil, acho que dá pra criar uma estratégia boa, não agora, mas com mais experiência. Eu treino para lutar contra o melhor.
fonte: PVT

Por enquanto não lutou com nenhum lutador rankiado, não dá pra criticar mas também não dá pra ficr elogiando, o jeito é aguardar mais este pupilo do MESTRÃO lutar pra poder emitir uma opinião decente. De baba ovo e chuboxete é melhor deixar pras viúvas.