Tatame entrevista: Rafael Formiga

Um dos destaques do Brasileiro por Equipes, Rafael Formiga ajudou a Gama Filho a levar o ouro entre os leves. Sem perder uma luta sequer no caminho ao ouro, a Gama Filho e a Soul Fighters subiram ao lutar mais alto do pódio e Formiga ainda quer mais. Faixa-preta de Jiu-Jitsu desde os 19 anos, Formiga, hoje com 25, não pensa em outra coisa que não seja a arte suave, e garante uma vida longa nos tatames. Em conversa com a TATAME após a conquista, Rafael comentou seus planos para o final do ano, seguindo forte na briga pelo título do Circuito Mineirinho (Estadual do Rio de Janeiro) e descarta a possibilidade de lutar MMA.
Como foi a união que vocês fizeram entre a Gama Filho e Soul Fighters?

O pessoal da Gama Filho tinha uma equipe já formada, mas tanto eu como o Tanquinho, da Soul Fighters, estavamos saindo da equipe, e ligamos o Júlio pedindo para ele botar a gente na equipe. Ele achou um reforço bom para a equipe, tanto é que botou a gente de titular. Estávamos dispostos a entrar até de reserva, mas a gente entrou bem para fortalecer a equipe e graças a Deus, tanto eu como o Tanquinho, fizemos duas lutas e trouxemos duas vitórias para casa. Esse título, sem sombra de dúvidas, não íamos conseguir se não fosse com ele. Se tivéssemos entrado eu, Tanquinho e mais alguém na nossa equipe, que de repente não estivesse tão treinado, a gente não seria campeão. Eu dedico muito essa vitória ao Júlio, que acreditou no nosso trabalho e deu essa força para a gente.

Vocês entraram como zebra contra a favorita Checkmat e Alliance… Foi melhor assim?

Foi melhor, porque eles não esperavam. Lutamos contra três equipes, foi 3×0 nas três. A primeira foram três finalizações, contra a Checkmat Curitiba, depois a gente pegou a Barra Gracie e foram duas finalizações e uma por ponto e, agora contra a Checkmat, na final, a gente fez duas finalizações e uma por ponto. A gente estava muito afiado e muito confiante, tanto que desde o início a gente estava vindo já brigando para lutar contra a Alliance, porque a gente achou que a Alliance fosse ganhar da Checkmat, mas todos estão de parabéns pelo trabalho deles. A nossa equipe veio muito homogênea, os cinco são muito duros, então a gente não tinha nenhum campeão mundial, mas todos estão sempre no pódio de mundial, de brasileiro, então acho que foi isso que fez a nossa equipe ganhar bem as lutas.

E agora, qual o seu próximo passo?

Eu estou na final do circuito Mineirinho, disputando a premiação contra o Tiago Oliveira. Se Deus quiser, se vencer a próxima etapa, eu já sou o campeão, eu só não posso perder. Se eu vencer já ganho aquela passagem para os Estados Unidos. Dia 7 de dezembro eu vou lutar a luta casada contra o Pimpolho na Copa América do Rafael Abi-Rihan, que vai ser um evento maneirasso também para fechar o ano.

Você acha que esse foi seu melhor ano no Jiu-Jitsu?

Não, não foi meu melhor ano. Foi o meu ano de maior treinamento, mas não me dei muito bem nos campeonatos grandes, naquela fase de transição, trocar de equipe, falta professor para puxar treino, mas agora eu estou me acertando, tanto é que agora no final do ano eu me dei bem, no Rio Open, eu fiquei em segundo, agora fomos campeões brasileiros de equipe, estou ganhando o circuito Mineirinho… Agora já estou afiado. Espero que ano que vem eu venha disputando a medalha de campeão do Mundial.

Você pensa em lutar MMA?

Não, MMA não é a minha praia. Meu foco total é o Jiu-Jitsu de competição mesmo, e só paro com 50 anos.

Deixe um comentário