Tatame entrevista Ricardo Arona

Afastado dos ringues desde 2007, Ricardo Arona retornará à ação em setembro, no Bitetti Combat 4, no Rio de Janeiro. Em entrevista aos assinantes da TATAME, o casca-grossa falou sobre sua história nas lutas, relembrou os momentos polêmicos e muito mais. Confira abaixo a entrevista feita por você com o “Brazilian Tiger” em julho.

Li em uma entrevista que a sua luta mais dura foi contra o Guy Mezger. O que aconteceu durante a luta para você a considerar como a mais difícil da carreira? (Mario Neto)

Essa luta foi muito difícil primeiro porque foi a estréia do Pride, depois porque o cara era muito pesado, grande, forte, duro, mas graças a Deus eu cheguei super preparado. A temperatura no Japão era muito fria nessa época e eu fiquei resfriado, gripado, então tive isso que me atrapalhou, mas entrei disposto a lutar com o coração, porque era a minha primeira luta no Pride, então essa luta foi realmente muito difícil.

Você nunca escondeu a sua vontade de estar entre os tops do UFC, até por já ter lutado com alguns deles. Você deu algumas declarações que foram “rebatidas” pelo presidente do UFC (Dana White) dizendo que se ele achasse que você fosse bater em todo mundo, que já teria entrado em contato com você. Você se arrependeu de ter falado alguma coisa? (Mario Neto)

Isso foi muito coisa da mídia, eu não tenho nada contra o Dana White e acho que ele não tem nada contra mim, foi alguma coisa que eu falei que atingiu de alguma maneira ele e os atletas do evento e eu já falei em uma entrevista anterior que tudo não passou de um mal entendido e está tudo certo.

Você está parado desde 2007, o cenário de hoje em dia não é o mesmo do tempo do Pride. Se te oferecessem uma luta contra algum top do UFC, você aceitaria? (Mario Neto)

Com certeza, primeiro porque eu gosto das regras de agora, com um round menor, o que possibilita que a gente renda muito mais, gosto da regra que permite as cotoveladas no chão, o que é bom para mim quando eu boto para baixo. Outro fator que me interessa é que eu nunca lutei na grade. No UFC, e acho que isso ajudaria muito o meu trabalho de botar para baixo, então lutaria com um Top com certeza, a hora que for.

Qual lutador você gostaria de enfrentar nas grades do UFC? (Mario Neto)

Eu não tenho preferência por adversários, eu não sei com quem eu possa a vir lutar no exterior, quando eu fechar um contrato, por isso eu ainda não pensei em lutar com nenhum lutador especificamente.

Você falou em uma entrevista que hoje você seria um lutador completamente diferente, em qual aspecto você mudou? Você acha que esse tempo parado já é o suficiente para vermos um novo Arona? (Mario Neto).

Vou voltar com tudo, com essa diminuição do tempo de luta, antigamente era de dez minutos, agora acho que vai dar para eu dar muito mais giro na luta e chegar na finalização e arriscar muito mais, acho que o foco vai ser a finalização e não segurar a luta por causa do tempo. A diminuição do tempo ajuda muito no foco da luta e, apesar de ter ficado parado tanto tempo, espero me adaptar as novas regras.

Na polêmica luta contra o Fedor, muita gente diz que você levou certa vantagem e que a decisão não teria sido justa. Você disse em uma entrevista que foi pra luta sem saber ao certo quem era o seu adversário, você acha que foi prejudicado pelos juízes nesta luta? (Mario Neto).

Sem dúvida, porque o que as pessoas não sabem é que eram duas lutas e se eu vencesse a luta, iria pegar um japonês e se eu vencesse as duas lutas estaria classificado para o maior evento do ano, que era o King of the Kings. O Fedor ganhou essa luta de forma contestável porque eu fui sempre melhor do que ele, tanto em pé, quanto no chão e eu fui prejudicado, porque, devido aos vários cortes no rosto, o Fedor não lutou a outra luta final contra o japonês, que era quem eles queriam que vencesse.

O jogo do Fedor evoluiu muito de lá para cá… Se lutasse com ele de novo, você manteria seu estilo de jogo ou teria que traçar nova tática? Como seria lutar com o Fedor hoje em dia? (Mario Neto, Diego Ferrer Almeida e Murilo Augusto Pedro).

Eu acho que eu levaria a mesma vantagem, igual naquela época, é claro que levo em consideração que ele mudou muito de lá para cá, mas eu também mudei, ganhei muita experiência, eu estava na minha terceira luta, com um treinamento certo, para mim seria uma ótima luta.

Alguma coisa te impressionou na luta contra o russo? (Mario Neto).

A frieza com que ele absorve os golpes, como ele lida com isso, ele recebeu muitos golpes meus nessa luta, ele é um cara mais do que frio, ele é preparado exatamente para isso.

Pelo fato de você estar parado há 2 anos, você tem consciência que os valores a serem pagos a você vão diminuir? (Mario Neto).

Isso tem que ser acertada no contrato, na verdade, eu tenho que fechar um bom contrato e os contratos que eu tenho recebido estão bem equivalentes ao que eu acabei de fechar, acho que isso não está sendo problema para mim não.

Diz a “lenda” que quando do episódio daquela quase briga geral entre a BTT e a Chute Boxe no fatídico Pride em que o Ninja ganhou do Zé Mário, você, nos bastidores, botou na mesa para o Pelé Landi e ele amarelou. É verdade? (Omar Santos Oliveira)

Isso já está superado e acho melhor não mexer nisso não… Isso é passado, bola pra frente.

Arona não seria bom se você aceitasse o convite do Wanderlei, você acha que ele te colocaria no UFC? (Julio Andrade).

Eu acho que ele é um grande atleta e é bem influente dentro do UFC, fico envaidecido, mas não preciso disso, não é necessário para mim aceitar esse convite. Agradeço ao convite.

Em seu cartel duas derrotas foram amplamente contestadas: contra o Fedor no extinto Rings e na decisão dos médios no Pride FC Shockwave em 2005 enfrentando Wanderlei Silva. A que você atribui essas duas derrotas por decisão, tendo sido tão superior aos rivais em ambos os combates? (Julio Andrade).

Contra o Fedor foi como eu expliquei, havia interesse que o japonês ganhasse e o Fedor não pôde lutar porque estava machucado, mas na verdade quem tinha machucado ele fui eu e havia o interesse de que o japonês chegasse à final. Contra o Wanderlei, o fato de ele ser o dono do cinturão, acho que pesou para o lado dele e também o grande interesse diante da possibilidade de se vender uma terceira luta, para fazer o tira teima, já que eu havia vencido uma, ele outra, e isso acabou favorecendo ele, o que foi um engano, já que ficou claro que eu havia vencido aquela luta também.

Com a derrocada do Pride no seu auge de popularidade e o crescimento do MMA na América, ao seu ver, como ficou a situação dos lutadores brasileiros, especialmente, a sua? Acredita que o fim do Pride tenha afetado as grandes equipes do MMA, uma vez que coincidiu com a debandada de grandes nomes da BTT e Chute Boxe? (Julio Andrade).

Sem dúvida teve influência sobre as equipes, porque o Pride era um evento muito sólido, onde todos cresceram ali, o Brasil inteiro acompanhava, foi uma febre muito positiva para o esporte, mas a América está fazendo grandes eventos, com mídia marketing. Acho que teve uma influência meio negativa no Brasil, mas ao mesmo tempo positiva porque está sendo dado prosseguimento na América. Só resta ao Japão crescer com seus eventos para voltar a ser como era, na época do Pride.

Qual a sua relação com a BTT hoje? (Julio Andrade)

Eu não tenho tido nenhum contato com a equipe.

Sabemos que o seu objetivo é o cinturão, com quem quer que esteja, não escolhendo oponentes, todavia, existe algum lutador que, de modo especial, queira enfrentar? (Julio Andrade)

Estou preocupado com a minha volta, independente de oponentes.

Você e o Paulão formam uma das amizades mais concretas e duradouras do mundo do MMA. São dois caras que tem toda uma filosofia de preparação e honra do esporte. Como está o plano do CT em Niterói? Pensam em defender a bandeira de uma nova equipe? Já pensaram em nomes? (Julio Andrade)

Eu falo com o Paulão constantemente. A idéia da equipe já está para acontecer há um tempo, mas vamos realizar esse projeto, é só uma questão de tempo, esperar mais um pouco, agora estamos focados em nossas lutas, nossa amizade vem desde a faixa-roxa de Jiu-Jitsu e realmente nossa amizade é muito sólida mesmo.

Você acha que esse seu jeitão de falar o que pensa e na cara de qualquer um não atrapalhou um pouco seu futuro no MMA? (Diogo Denny Gonçalves Damasceno)

Na verdade, eu sempre fui assim, sempre falei o que eu penso, sempre tentando não ofender as pessoas e tem gente que não gosta de ouvir e no meio de lutas e desafios, tudo que a gente fala se torna perigoso, mas não altera em nada dentro do ringue, na hora da luta. Eu respeito os lutadores e quero só que a luta seja boa.

Antes, o Pride dominava o MMA pelo mundo, hoje existem vários outros eventos que vem crescendo, como você explica em não estar em nenhum deles? (Diogo Denny Gonçalves Damasceno)

Eu tive proposta de todos esses eventos, eu parei foi por opção porque desde os meus 15 anos, quando eu fui campeão brasileiro de Jiu-Jitsu, eu não parei de competir, venho a vida inteira só competindo, no ADCC, Pride, Mundial de Jiu-Jitsu, participei de todos esses eventos e estive sempre na ponta. Decidi virar um pouco telespectador e ver os eventos de fora, avaliar as performances, ver o esporte, enfim, eu parei por opção.

Esse ano completamos 15 anos de MMA. Hoje está bem estruturado em relação a outros esportes você acha que daqui a 10 anos existirá outros Aronas, Wanderleis, Minotauros, Vitor Belforts, Mauricio Shoguns e Lyoto Machidas? (Diogo Denny Gonçalves Damasceno)

Com certeza vão surgir outros atletas que vão fazer história, não como antigamente, quando o lutador vinha com toda uma história, lutava no Jiu-Jitsu, então ele vinha lutando vários Mundiais, Brasileiros, tinha uma longa história. Hoje em dia, o cara quer aprender toda uma carreira num esporte só, essa é a diferença em relação ao futuro, a história do MMA, mas com certeza outros atletas vão surgir. O caminho mais bonito para mim é o cara vir primeiro lutando a luta dele seja qual for, vencendo, para depois entrar no MMA defendendo a bandeira do esporte dele.

Todos sabemos que a antiga briga entre você e o Wand acabou, mas como você vê o convite feito por ele para fazer parte da equipe dele? (Eduardo Filipe V. dos Santos)

Fiquei surpreso, agradecido, mas eu não quero.

Gostaria muito de ver você lutando no UFC… Isso é possível? Os melhores estão lá, e você tem que lutar lá. (Eduardo Filipe V. dos Santos)

Eu espero uma resposta do UFC para fechar o contrato e aguardo resposta de outros eventos também como Strikeforce, Dream e com certeza pretendo estar em breve no UFC, pois sei que tenho muito a fazer ali dentro e espero pelo meu espaço, estou tranquilo para fazer o meu melhor quando eu entrar no ringue.

Hoje, no UFC, não vejo ninguém com chances reais de vencer Lyoto. Acredito que você, bem treinado e com ritmo de luta, faria frente ao jogo dele. Você acha que poderia vencê-lo? Quem teria condições reais de vencê-lo? (Eduardo Filipe V. dos Santos)

Ele é um cara muito bem preparado, defendeu muito bem o Brasil, é um cara do Caratê, que é uma luta que eu respeito muito, mas eu sempre tive chances de vencer qualquer um com quem eu lutei, fiz combates duros e me saí bem. Eu não tenho dúvida do meu potencial treinado, mas o MMA é sempre uma surpresa, só acaba quando o juiz interrompe, existem momentos de sorte. Eu quero estar preparado quando estiver lá em cima e se eu tiver que lutar com o Lyoto, ele é um grande campeão, mas vou entrar para vencer, eu treinado posso vencer qualquer um, sempre tive isso para a minha vida, o negócio é o treinamento.

De qual equipe você gostaria de fazer parte? (Eduardo Filipe V. dos Santos)

Eu não penso dessa forma. Eu construí uma equipe com os meus amigos, o Paulão, a Minotauro Team eu considero como a minha equipe, uma família só também, posso não ter uma equipe onde eu esteja dentro, mas estou ligado a vários amigos que considero minhas equipes também.

Você já recebeu, assim como o Paulão, um convite mais que especial do Wanderlei para treinar com ele. O Paulão ficou lisonjeado com o convite, mas aparentemente acabou optando, por hora, a treinar com o Distak, Anderson e companhia. Caso pudesse optar também, para qual dos dois lados iria? (Pedro Martinelli Fabbri)

Claro que ia pro lado do Paulão.

Apesar de você ser um lutador muito agressivo, sua arma principal é o Jiu-Jitsu. Você acha que esse seria o caminho para vencer mestres da luta em pé, como Lyoto e Anderson? (Pedro Martinelli Fabbri)

O Jiu-Jitsu é minha luta principal, vou procurar sempre botar para baixo, mas eu também me sinto em condições de trocar com os strikers, com qualquer um desses atletas, mas para mim, o melhor caminho é levar para o chão.

Qual lutador você escolheria para uma possível revanche? Shogun ou Sokoudjou? (Mario Neto)

Eu não gosto de escolher nenhum atleta, eu gostaria de lutar, fazer uma revanche contra todos os atletas que eu perdi na minha vida, não gosto de apontar um, Fedor, Shogun, enfim, queria pegar todos eles para recomeçar minha carreira. Não preciso escolher não, acredito que eu vá ter a oportunidade de ter essas revanches.

Por que você não aceitava lutar em um evento menor para depois mostrar a todos que merece um lugar no UFC? (André Luís Franco Lira)

Porque fiquei esperando respostas, eu recebi propostas de eventos menores, mas não recebi do UFC, então queria uma resposta do Dana White, para saber se ele está interessado ou não, para eu poder fechar. Só estou aguardando uma resposta do UFC.

Você acredita que depois deste tempo todo parado conseguirá voltar à forma mesmo sem treinar em uma academia de ponta? (André Luís Franco Lira)

Com certeza acredito, porque eu conheço o caminho do treinamento e é só focar e fazer tudo direitinho.

Você acredita que seu método de treinar sozinho será suficiente para lidar com o nível de competição nos dias de hoje? (Mario Neto)

Eu faço treinos coletivos de alto nível também, é importante com certeza, os que eu faço sozinho são os que dão para eu fazer sozinho e vou voltar em alto nível, pode anotar.

Para você, qual foi o ponto mais alto da sua carreira no MMA? Mesmo sendo um dos atletas mais técnicos do mundo, acha que pode pecar pela falta de ritmo nas próximas lutas? (Hudson Arlindo Machado)

Graças a Deus eu nunca fui um lutador com grandes quedas em minha carreira, eu sempre estive nas finais, ou sendo campeão, toda vez que eu subo no pódio é sempre um ponto alto então eu nunca tive pontos baixos, sempre tive boas apresentações. Vai rolar uma readaptação, vou ter que sentir o tempo do ringue, vou precisar de uma luta para me sentir, mas não estou muito preocupado como eu irei reagir, a fórmula é o treinamento e eu espero já na minha primeira luta mostrar um ritmo muito bom, estou mais maduro, mais experiente e afim de ganhar de novo, o que é o mais importante.

Como foi a situação em um ADCC de anos atrás em que um lutador havia perdido para você, desrespeitou o Sheik e acabou preso nos Emirados por vários dias? Quem é o lutador e o que houve realmente? (Omar Santos Oliveira)

Foi o Carin Martalaev, um russo, era o atual campeão do ADCC quando eu lutei com ele. Ele era muito agressivo e me dava muitos tapas na cabeça e no pescoço, no rosto e teve um momento em que eu dei um tapa nele também e ele já veio de guarda fechada, dando socos e chutes, veio me agredindo e eu fiquei só me defendendo na guarda e a luta foi interrompida, ele se acalmou, nós reiniciamos e eu venci a luta. E depois ele arrumou muita confusão, ficou nervoso, enfim.

Gostaria de uma revanche com o Quinton Rampage e com Shogun Rua? (Diego Ferrer Almeida)

Eu queria lutar com todos eles novamente, numa boa sequência de lutas, porque eu tenho certeza que eu perdi essas lutas por falta de sorte e acredito que eu poderia ganhar deles.

Quando o Wand e o Rampage lutam, para quem você torce? (Diego Ferrer Almeida)

Eu torço para o Brasil, torço para o Wanderlei.

Na sua luta contra o Quinton Jackson, ele apagou na pedalada que você deu? (Eduardo Filipe V. dos Santos)

Ele apagou e começou a fazer um barulho, a roncar e eu chamei o juiz e falei que ele estava apagado, ele não entendeu a minha comunicação, eu expliquei novamente, ele caiu na minha guarda com a cabeça no chão, o juiz não entendeu e mandou continuar, e ele voltou, acordou e deu no que deu.

O que você acha do Roger Gracie no MMA e no Jiu-Jitsu? Você acha que ele é o maior campeão absoluto da história do Jiu-Jitsu? (Mario Neto)

Não sei se ele é o maior campeão da história do Jiu-Jitsu, porque nós tivemos muitos campeões, acho que com mais experiência e o passar dos anos ele possa se tornar, admiro muito o Jiu-Jitsu dele e no MMA ele precisa construir uma história porque ele é novo nisso, mas no Jiu-Jitsu ele vem fazendo história.

Quem você apontaria hoje no Brasil como a maior revelação do MMA? (Mario Neto)

Sem dúvida, o Lyoto Machida, porque ele apareceu de repente, explodiu rápido, é um atleta excelente.

O que você está achando da expansão do Jiu-Jitsu pelo mundo? Você acha que hoje um atleta de Jiu-Jitsu consegue viver bem só do esporte? (Mario Neto)

No Brasil ainda não, ainda precisa ser mais valorizado no nosso país, mais patrocínios, uma alavanca, mas no mundo, no exterior existem atletas que vivem do Jiu-Jitsu sempre.

Se surgisse uma oportunidade e uma proposta boa para você participar de uma competição de pano, você lutaria? Tem essa vontade? (Mario Neto)

Sem dúvida, eu tenho muita vontade de voltar a competir de quimono, mas eu precisaria de um tempo mínimo para treinar.

O MMA no Brasil vem crescendo de uma forma que até pouco tempo atrás muita gente duvidava. Você acha que os organizadores estão no caminho certo? Qual evento você apontaria como o melhor do Brasil hoje? (Mario Neto)

Seria injusto eu apontar apenas um evento, acho que todos estão se empenhando em fazer grandes eventos, importantes, respeitados pelo público, atraíndo até crianças, o principal é o respeito ao atleta e ao público, acho que eles estão no caminho certo.

Na sua derrota para o camaronês Thierry Sokoudjou, você lutou com suspeita de dengue, que foi confirmada após o combate. Você acha que se estivesse 100% ganharia dele? (Everton dos Santos Molizani)

É verdade, isso infelizmente ocorreu, a dor e a febre que eu senti foram muito grandes, achei que era uma gripe, mas depois descobri que estava com dengue, quando voltei fiquei muito mal, cheguei a perder seis quilos, fiquei internado, peguei uma pneumonia muito forte, essa foi uma barreira difícil para mim, eu fiquei um mês dentro de um quarto, sem sair da cama, então por isso mesmo eu queria lutar novamente com ele e todos que eu perdi.

O BJJ tem evoluído muito tecnicamente nos últimos anos. Você acha que se voltasse a competir de pano, conseguiria voltar entre os tops ou precisa de uma reciclagem? (Diego Ferrer Almeida)

Eu ia precisar dar uma atualizada no meu Jiu-Jitsu, porque eu fiquei parado muito tempo sem vestir um quimono, mas eu tenho uma história muito grande no Jiu-Jitsu e ainda está tudo guardado na mente, é só reativar tudo, ver umas pegadas, uns detalhes, que eu acredito que voltaria muito bem a lutar no pano.

Quais os favoritos no ADCC desse ano em sua opinião? (Diego Ferrer Almeida)

Eu estou meio desinformado cara, mas tem o Marcelinho Garcia, o Jacaré, não sei se ele vai lutar, o Xande Ribeiro, esses são os grandes atletas que eu tive a oportunidade de assistir aos combates.

fonte: Tatame.com

2 Responses to “Tatame entrevista Ricardo Arona”

  1. warley evanio on Janeiro 27th, 2010 at 18:46

    eu acho que se arona e o paulao aceitassem oconvite do wanderlei ia ser para todos brasileiros que apreciam uma boa luta

  2. warley evanio on Janeiro 27th, 2010 at 18:48

    o wanderlei e bom lutador mas com ajuda do arona ele ia ficar bem melhor .pensa bem arona ,esqueça o passado

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