É o fim da migração do Jiu-Jitsu para o MMA?

Pretensão ou não em ter o jiu-jitsu como modalidade nas Olimpíadas de Londres em 2012, o fato é que já existem alguns bons movimentos em trazer de volta a Arte Suave às discussões. E às discussões construtivas. Discussões positivas, e não mais páginas policiais nem neglicência do esporte, fatores que ajudaram na despopularização do jiu-jitsu. Um desses movimentos mais interessantes é o que já prestigia o lutador com premiação em dinheiro. E sem utopia, sem promessas não cumpridas. É bem verdade que foram feitas algumas tentativas de dar premiação em dinheiro para os atletas de pano, mas o resultado não foi o esperado.

O presente do Jiu-Jitsu já é outro, e o otimismo estava estampado no rosto dos 128 competidores que participaram da Seletiva Abu Dhabi Pro, realizada no início do mês no Sogipa, em Porto Alegre. Foi necessária a intervenção dos Emirados Árabes nos rumos do jiu-jitsu, para que o esporte possa se sentir prestigiado, valorizado e até mesmo encarado como profissão. No Sensei Sportv deste sábado, você vai assistir à cobertura completa do evento que vai levar 6 atletas com todas as despesas pagas para competir no Oriente Médio, em dezembro, no Asian Super Cup com uma premiação total de 40 mil dólares.

Nesse episódio inédito do Sensei, você vai ver o próprio Paulo Filho, campeão de judô e jiu-jitsu em todas as faixas e eventos possíveis, e hoje em dia respeitadíssimo lutador de MMA, dizendo com todas as letras: “Eu voltaria a lutar de pano amarradão se houvesse uma premiação em dinheiro honesta. Não lutei mais como forma de protesto, porque os competidores se matam de treinar, investem em si mesmos, dão o sangue e a articulações para ganhar uma medalha. Enquanto os organizadores ganham rios de dinheiro.” Palavras duras no melhor estilo “Paulão” de ser, sincero e contundente. Doa a quem doer.

Outro atleta, que também já luta no MMA, mas também compete no jiu-jitsu é André Galvão, que foi ao Sogipa torcer pelos competidores da equipe Ramon Lemos, e revelou ter ficado bastante arrependido por não participar do Abu-Dhabi Pro. “Na Seletiva não deu pra eu lutar, mas para o evento nos Emirados Árabes eu vou, a competição lá é aberta, e essa eu não perco por nada”, disse André ao Sensei Sportv. O futuro é sim promissor, e o presente já tem o jiu-jitsu voltando com força total ao cenário competitivo e à televisão, por isso não perca a cobertura completa do Abu Dhabi Pro, na madrugada de sábado para domingo, logo após o Sportv News.

Por Mario Filho (Tatame.com.br)

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