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Muay Thai com Alvaro Aguiar

Novembro 3, 2008

Alvaro de Aguiar, atual presidente da FBMT (2006) – Federação Baiana de Muay Thai e proprietário da AAMA – Alvaro de Aguiar Martial Arts, iniciou no boxe com o pai, que o levou na academia de Kid Jofre, pai do inigualável e lendário campeão de boxe Éder Jofre, na Santa Ifigênia, em São Paulo. Daí migrou para o Hapkido, iniciando seus treinos também em São Paulo, na Rua Nestor Pestana. Como o hapkido não dispunha de campeonatos, resolveu competir em outras modalidades, pois segundo ele, “a diferença são as regras, mas luta é luta. Eu sempre gostei de competir por este motivo fui para os Estados Unidos e acabei me envolvendo com o Muay Thai, pois é esporte de luta”.
Ostentando um invejável cartel em várias modalidades de luta, Alvaro já praticou de competições de boxe, sagrando-se campeão da Forja dos Campeões; Full-Contact, sendo Campeão Sul-Americano; Kick Boxing sendo campeão Americano; Muay Thai, sendo Campeão Americano e Mundial; Taekwondo, onde conquistou os títulos de Campeão Inter Clubes, Maringá PR e Campeão Sul-Americano, no Paraguai, além de ser Mestre 5º dan de Hapkido.
Questionado se as modalidades de Thai Boxing, Kick Boxing e Full-Contact estão bem difundidas no mundo, segundo Alvaro, o Thai, Kick e Full-Contact são regras tiradas do Muay Thai e foram desenvolvidas nos Estados Unidos. “Thai Boxing, Kick Boxing e Muay Thai na linguagem Americana é a mesma coisa, e sem dúvida nenhuma são bem difundida no mundo todo”.
Contatos com Alvaro de Aguiar: (75) 3226-4875 ou pelo e-mail aama@fbmt.org.br site: www.fbmt.org.br

MUAY THAI COM ALVARO DE AGUIAR

Perguntas e Respostas

1- Quais as artes marciais que você praticou ou pratica e qual a sua graduação?
Boxe – Campeão do 52º Jogos Abertos do Interior, Campeão da forja dos campeões - Full-Contact, Campeão Sul-Americano - Kick Boxing, Campeão Americano pela WKA no Maximim Hotel Las Vegas, campeão Americano pela WWKP – Hapkido, 5º Dan – Campeão Mundial de Kung Fu pelo torneio Tat Mau Wong (US OPEN) - Muay Thai, Campeão Americano e Mundial.

2- Qual a razão de ter escolhido essas modalidades?
Bem eu iniciei com o boxe e em seguida me matriculei em uma academia de Hapkido, devido o Hapkido não ter campeonatos eu acabei indo competir em outras modalidades afinal à diferença são as regras, luta é luta. Eu sempre gostei de competir por este motivo fui para os Estados Unidos e acabei me envolvendo com o Muay Thai, pois é esporte de luta.

3- Quando e onde começou a treinar artes marciais?
Comecei no boxe com meu pai que me levou na academia de Kid Jofre, (na Rua Santa Efigênia-SP) pai de nosso inigualável campeão Eder Jofre. Em seguida comecei no Hapkido na Rua Nestor Pestana-SP. E as outras modalidades eu só competi, pois são apenas regras de luta com Full-Contact, Kick Boxing etc.

4- Quais as principais competições que já participou?
Tae Kwon Do – Campeão Inter Clubes, Maringá PR.
Tae Kwon Do – Campeão Sul- Americano, Paraguai.
Boxe – 52º Jogos Abertos do Interior – Santos.
Boxe – Forja de Campeões 1989 – CMTC clube SP.
Campeonato Mundial de Kung Fu Passadina USA 1993.
Campeonato Mundial de Kung Fu São Francisco USA – USA Open 1998 – Tat Mau Wong
WKA - Las Vegas – Maximim Hotel 1994
Campeonato de Muay Thai Fresno, CA - Título Americano IMTO 1994.
Campeonato Mundial de Muay Thai Sacramento, CA Título Mundial IMTO 1994.

5- Quais os principais títulos que já conquistou?
Tae Kwon Do – Campeão Inter Clubes, Maringá PR.
Tae Kwon Do – Campeão Sul- Americano, Paraguai.
Boxe – 52º Jogos Abertos do Interior – Santos
Forja de Campeões 1989 – CMTC clube SP
Campeonato Mundial de Kung Fu Passadina USA 1993
Campeonato Mundial de Kung Fu São Francisco USA – USA Open 1998 – Tat Mau Wong
WKA - Las Vegas – Maximim Hotel 1994
Campeonato de Muay Thai Fresno, CA - Titulo Americano IMTO 1994.
Campeonato Mundial de Muay Thai Sacramento, CA Titulo Mundial IMTO 1994.
Campeonato Americano de Muay Thai WKF, CA 1993.

6- O Thai Boxing, Kick Boxing e Full-Contact são artes marciais bem difundidas nos EUA e no mundo?
Na realidade o Thai Boxing, Kick Boxing e Full-Contact são regras tiradas do Muay Thai, e foram desenvolvidas nos Estados Unidos. Thai Boxing, Kick Boxing e Muay Thai na linguagem Americana é a mesma coisa, e sem duvida nenhuma são bem difundida no mundo todo. O Full-Contact foi desenvolvido pelos praticantes de Karatê Shotokan e o Kick Boxing foram desenvolvidos pelos praticantes de Karatê Kiokushin Kai.

7- Como foi sua estada nos EUA? Competiu lá?
Além de participar de Campeonatos de Kung Fu e Kick Boxing o que me empolgou mesmo foi poder treinar com Coban e Saeksan Janjira, e poder competir no Muay Thai e tornar-me Campeão Americano e Mundial.
Eu sempre fui admirador do Muay Thai, onde hoje sou presidente da FBMT (Federação Baiana de Muay Thai).

8- Quando chegou ao exterior, você já falava inglês? Como se adaptou e conseguiu se manter lá fora?
Não. Bem, a adaptação não foi muito difícil, pois eu estava convicto do que eu queria, aqui no Brasil como todos sabem não tem apoio, não acontecia nada, então decidi viaja.

9- Enquanto esteve no exterior, chegou a trabalhar na academia da lendária família de Benny “The Jet” Urquidez nos EUA. Como foi essa experiência e porque saiu de lá?
Essa experiência foi muito boa, pois pude treinar com Hector Pena e muitos outros, assim pude comparar minhas técnicas, outro fator que também fez valer a pena a minha estadia lá foi que treinei Frida Gibson e também fui seu sparing, ela chegou a conquistar o título de campeã mundial de Kick Boxing e Muay thai também conquistando vários títulos no boxe.
Sai de lá porque eles não pagavam minhas lutas eu já estava quase oito meses lutando de graça e sempre que eu falava em dinheiro eles me enrolavam, esse foi o principal motivo de eu ter saído de lá.

10- Como foi a experiência de atuar como sparing do temido Bob Coban? Como era a comunicação entre vocês, já que ele é tailandês e você brasileiro? Em que pontos esta experiência aprimorou sua técnica?
Foi uma experiência muito interessante, pois pude por em pratica todo o meu conhecimento, coban é um lutador muito duro mais no ringue é um grande companheiro, lutávamos de igual para igual apesar dele ser mais pesado, mesmo assim ele nunca tentou me nocautear ao contrario de outros como Denny Still que acabou se dando mal.
A comunicação não foi muito difícil, pois todos falam inglês e nos comunicávamos através do inglês, pois tailandês eu falava muito pouco, pois é uma língua muito difícil de aprender.
Quando você está entre pessoas competentes como Coban, Saeksan Janjira, Denny Still e outros têm se muito a aprender, pois só as experiências deles já me trás confiança em desenvolver cada vez mais meu trabalho.

11- Fale sobre o seu primeiro contato com o Muay Thai. Já visitou a Tailândia?
Primeiramente meu primeiro contato com o Muay T foi nos meados de 1982 a 84 quando eu participava de campeonatos sul-americanos pela ASAN, em um dos campeonatos abertos que participei conheci uma equipe de argentinos praticante de Muay Thai, ai foi quando me convidaram a lutar na Argentina e assim foi como comecei a praticar o Muay Thai e em 1984 formei a primeira equipe de Muay Thai em minha academia no Bairro do Bom Retiro em São Paulo.
A Tailândia, só conheci após viajar em 1993 quando fui para o Estados Unidos e através de conhecimento que adquiri com os tailandeses fui convidado para treinar na Tailândia. Também tive oportunidade de conhecer Cambodia, onde tem um excelente Muay Thai que na verdade é o Boxe da região, ou seja, o Boxe Asiático, também estive em Laos, Vietnã e Filipinas.

12- O que acha do Muay Thai no mundo? (países onde teve contato)
Bem, o Muay Thai é um esporte muito popular em toda essa região e cresce a cada dia, competições tem quase todos os meses, pois o Muay Thai é esporte de luta.

13- Qual sua opinião sobre o Muay Thai original e o “holandês” (europeu), em termos de eficácia em combate?
Na realidade eu acho que o Muay Thai é o Tailandês, não sei porque pessoas diferenciam Tailandês com Holandês, pois os Holandeses foram pra Tailândia para aprender, mesmo que exista hoje grandes campeões fora da Tailândia não quer dizer que o Muay Thai Europeu, ou seja, lá qual for é melhor que o Tailandês. A Tailândia é o único País que mantêm a tradição, quando no Ocidente modificam as regras, particularmente para mim, uma luta de Muay thai onde não se executa o Wai Kru fica parecendo Kick Boxing, então Muay Thai pra mim é aquele que preserva as raízes.

14- Ao lado de Paulo Nicolai e Roney Alex, você é considerado um dos introdutores do Muay Thai no Brasil. É verdade que ambos treinaram em sua antiga academia em São Paulo? O que acha sobre o trabalho desses dois nomes na divulgação do Muay Thai no Brasil?
Sim é verdade, o Roney Alex treinou alguns dias em minha academia depois creio que viajou para Inglaterra onde se especializou no Muay Thai, Paulo Nicolai eu sempre o considerei como filho, pois estávamos sempre juntos, viajávamos e tudo que eu pude fazer pra ajudá-lo tanto na parte financeira como na parte técnica eu o fiz, quando participamos do primeiro evento de Muay Thai que foi realizado no Rio de Janeiro organizamos nossa equipe e Nicolai preferiu ficar no córner como auxiliar técnico e logo após eu resolvi ir para o Estados Unidos para poder aprender mais o Muay Thai, pois sabia que lá existiam grandes nomes dessa modalidade.
Bem, tudo que é em prol ao esporte é valido, cada um tem sua característica, mais ambos contribuem para o crescimento dessa modalidade que vem a cada vez mais crescendo seu público.

15- Quais outros profissionais e academias do Muay Thai no Brasil poderia citar como potenciais?
No Brasil existe varias academias que eu posso citar, mais sempre estaria esquecendo alguém, pois na realidade não é quem ta em evidencia que são os melhores, existem muitos outros que pelo fato de não ter oportunidade não podem demonstrar seu trabalho.

16- Você atualmente mora na Bahia, onde abriu uma hoje já conceituada academia e fundou a Federação Baiana de Muay Thai. Por que decidiu fechar a tradicional academia Tigre em São Paulo e se instalar na Bahia? Como e por que decidiu fundar a FBMT?
Bem a academia Tigre foi fechada porque ficou na mão de um aluno que infelizmente não teve estrutura para manter. Na Bahia eu vim, pois fui convidado por uma pessoa que conheci através da internet e me convidou para vir passar um tempo aqui, ai nos conhecemos e acabamos casando, ai nós fundamos a AAMA e vendo o desenrolar do Muay Thai na Bahia decidimos fundar a Federação Baiana de Muay thai, pois muitas outras organizações hoje colocam departamento de Muay Thai mais pouco entendem do assunto.

17- Falando nos idos tempos da lendária academia Tigre, no bairro do Bom Retiro em São Paulo, o folclórico pugilista Maguila chegou a treinar sob suas orientações. Como foi essa experiência? Você enxergou desde cedo potencial no Maguila? Ainda tem contato com ele?
Na realidade Maguila era pra ser treinado no Kick Boxing, mais como não agüentava chutes nas pernas resolvemos de comum acordo que ele ficaria somente no Boxe, foi uma experiência bem interessante, mais também uma decepção, pois depois que Maguila pegou fama nunca mais voltou para visitar os amigos e aqueles que o ajudaram.
Sim, quando cheguei à Bahia um de meus alunos “Joseni” disse ao Maguila que ele deveria pelo menos ligar para mim e perguntar como estou e assim Maguila fez.

18- Talvez pelo seu jeito simples e bonachão ou pela falta de peso-pesados no boxe brasileiro, muitos julgavam Maguila um embuste criado pela mídia, alegando que suas lutas eram “armadas” com adversários de baixo nível e que a única vez que encarou uma disputa séria (Evander Holifield), não durou muito para contar. O que acha sobre isso?
Minha opinião é a seguinte, não temos profissionais competentes, pois também não temos apoio, aqueles que conseguem formar sua panelinha dentro de Federações e Confederações, conseguem tirar proveito e muitos bons lutadores acabam se perdendo, essa falta de apoio e de profissionais competentes é que faz nosso Boxe ser apenas mais um e não o melhor, pois não existe projetos de patrocínio para profissionais, somente para amadores e muitas vezes até esses recursos são difíceis de captar, pois as exigências são tantas que acabam desanimando os treinadores, até hoje a profissão técnico de Boxe não existe, quem trabalha com Boxe hoje tem que ter um outro emprego faz por amor.

19- Falando em boxe, sabemos que você sempre foi um grande apaixonado pelo boxe, ganhou títulos importantes no CMTC Clube e tinha como ídolo o grande Éder Jofre. O que acha do Popó? Considera um substituto de Éder Jofre na saga do boxe brasileiro?
Fica difícil querer comparar, creio que Éder Jofre fez o papel dele assim como Popó são atletas de épocas diferente, o que eu posso dizer é que na época de Éder Jofre era tudo mais difícil, luvas de Boxe menores e não tinha a tecnologia que tem hoje.

20- A propósito, o que acha da volta frustrante de Mike Tyson aos ringues?
Bem, Mike Tyson está correndo atrás de recuperar seu prestigio e sua gorda conta bancaria, apesar de tudo ele foi um dos que mais levantou público em Las Vegas, sempre que ele soube ao ringue é casa cheia, bom ou não ele rendeu milhões para Don King, como dizem o show tem que continuar.

21- Voltando a sua formação marcial, sabemos que você veio do hapkido e hoje é 5o dan. Qual estilo que praticou e o que acha do hapkido no Brasil?
Eu pratiquei o estilo Modan um pouco diferente dos demais que conheci no Brasil, na realidade Hapkido é um só, mais alguns mestres acabam criando sua própria técnica ou muitas vezes tornam-se mestre sem realmente saber a essência dessa arte, ai parece que são estilos diferentes, bem eu iniciei no Boxe com meu pai e logo em seguida conheci o Hapkido e comecei a praticar, ai em 1982 participei de campeonatos de Full-Contact logo em seguida Kick Boxing e depois realmente comecei a praticar Muay Thai, pois eu sempre gostei de competir e o Muay Thai é a modalidade de luta de contato mais completa.

22- De que forma sua formação no hapkido influenciou no seu sucesso como lutador de Kick Boxing e Muay Thai?
O Hapkido é uma modalidade especificamente de defesa pessoal não me ajudou em hipótese alguma em combates de Kick Boxing ou Muay Thai, modalidades de artes marcial é o que chamamos de defesa pessoal o Muay Thai é esporte de luta você treina para competir, o que realmente me ajudou foi o Boxe, pois o Boxe também é um esporte de luta.

23- Ainda pratica hapkido? Por que deixou de ministrar aulas do estilo?
No momento estou empenhado em treinar atletas para competição, pois esporte amador não é muito gratificante.

24- Você já teve que colocar em prática seus conhecimentos marciais alguma vez na rua? Cite alguma situação.
Sim, bom eu por varias vezes tive que usar minhas técnicas em combate de rua, pois era segurança particular e sempre que saia a noite tinha que resolver alguma situação, mais sempre com inteligência.
Uma vez eu estava em um clube no bairro do Jabaquara em um clube que se chamava clube atlético do bosque, e um de meus alunos saiu correndo por uma porta gritando que estavam massacrando um outro amigo nosso, ai eu entrei e vi o rapaz caído em uma roda e todo mundo batendo nele, ai eu corri comecei a empurrar o pessoal e tentei tirar o rapaz do chão, ai me deram uma cadeirada nas costas ai eu perdi a cabeça e comecei bater no pessoal, ai fomos brigando até chegar na entrada do clube, com socos e joelhadas comecei a jogar o pessoal ao chão e quebrou toda a porta de vidro do clube com pessoas que eu arremessava para todos os lados, derepente apareceu inúmeras viaturas da PM que entraram e viram uma poção de pessoas caídas no chão e eu ainda segurando e batendo em alguns ai começaram a separar e o Tenente olhou pra mim e perguntou o que estava acontecendo, disse para ele que eu tinha sido agredido, ele respondeu: não parece, pois ta cheio de gente caída no chão. Ele pediu para mim que eu o acompanhasse e pediu para que eu entrasse atrás da viatura, na realidade esse Tenente me conhecia me levou até a avenida e me soltou.

25- Em termos de Kick Boxing no Brasil, os nomes mais difundidos pela mídia foram Sério Batarelli e Paulo Zorello. Qual sua opinião sobre estes enquanto atletas?
Eu não tenho muito a falar dos mesmos, a única pergunta que eu deixo no ar é: pq eles não lutaram? Pois aqui no Brasil sempre se ouve falar que fulano é melhor que fulano, mais nunca se vê os mesmos no ringue.
Eu posso citar em uma ocasião que levei um aluno “Luiz Aparecido dos Santos” para lutar com Paulo Zorello, pois o mesmo falou na TV que lutaria com qualquer pessoa que aparecesse lá, mais não foi isso que aconteceu, na frente de todos Zorello amarelou dizendo: eu não vou lutar com ninguém e seus próprios alunos ficaram sem graça com o acontecido e depois vieram me dizer: que vergonha nunca esperei isso do Zorello.

26- De alguns anos para cá, a explosão do Jiu-Jitsu e Vale Tudo de certa forma desmistificou a eficácia da “luta em pé”, fazendo com que estilos como karatê, Kung Fu e Tae Kwon Do perdessem um pouco a atenção da mídia especializada e adeptos. No entanto, o Muay Thai é “matéria obrigatória” para os atletas de Vale Tudo e MMA atualmente. A que você atribui esse respeito ao Muay Thai?
Bem, na realidade muita gente não sabe da Historia, pois a família Gracie já vinha se preparando pro Vale Tudo, eu presenciei a família Gracie treinando Boxe no Centro Olímpico com Luiz Fabri, onde eu também treinava naquela época, quando isso veio à tona eles pegaram todo mundo desprevenido inclusive na equipe de Vale Tudo tinha o Hélio Santana que chegou a ser se não me engano o 4º no Ranking Mundial, parou de lutar, pois sofreu um acidente. No caso do Muay Thai é diferente, você já treina Boxe e todos os tipos de técnicas de combate em pé, ou seja, por ser esporte da luta se torna mais agressivo, para ser um bom lutador de Vale Tudo tem que se aprender lutar de pé e no chão.

27- Como atleta, você teve formação em “luta de chão” ou o que sabe de solo vem do hapkido?
O Hapkido me deu uma base, mais eu comecei a dar aula na Training Clube e conheci o Marcelo Behring que foi praticamente adotado pela família Gracie, e Marcelo pediu para eu treinar ele em pé, eu também ajudava ele como sparing e ao mesmo tempo aprendia técnicas de chão com ele e também freqüentava suas aulas de Jiu Jitsu.

28- A propósito, você agora também está entrando no ramo de eventos, fale sobre o “1º Feira Fight”. Quais são as expectativas e quais seus atletas prometem?
A expectativa realmente é sempre trazer um bom evento para o publico, não olhamos para o lado financeiro e sim dá oportunidade a novos talentos que surgem, estamos revelando vários atletas aqui na Bahia, mais como todos sabem eu tenho viajado pelo Brasil a fora e tenho encontrado muita gente com potencial, e estamos convidando para participar desse primeiro evento que com certeza vai demonstrar nosso trabalho.

29- Qual o momento que mais lhe marcou nas artes marciais?
Foi está no ringue frente a frente com um Tailandês, por ser um admirador da modalidade isso se torna um mito, quando caímos na real à perna começa a bambear ai num piscar de olhos eu tomei um chute circular na altura do rosto bloqueando istitivamente, percebi que tudo aquilo era realidade então comecei a soltar meus golpes e encarar de igual para igual.

30- Acha que as artes marciais incitam à violência?
Não, ao contrario as artes marciais acalma e dá mais confiança a pessoa.

31- Qual é a sua mensagem para os praticantes de artes marciais.
É que procurem academias que tenham professores formados e que estejam filiados a alguma organização, não pratiquem com professores que estimulem a violência.

32- Você teve ou tem ídolos nas artes marciais?
Bem, todos nós temos o Bruce Lee como ídolo, mais eu também sou fã do Tadashi Sawamu (Desenho de Muay Thai da década de 70).

33- Qual a sua filosofia de vida?
Minha Filosofia de vida é sempre esta em busca de algo, vencer todos os obstáculos sem ter que passar por cima de ninguém ou enganar as pessoas ao redor.

34- O que você acha que o leitor ou praticante de artes marciais procura em uma publicação do gênero e o que deveria ser abordado que você ainda não viu?
O leitor procura histórias interessantes, fotos interessantes, algo que possa encorajá-lo ou até mesmo indicar um caminho que o faça melhor conhecedor desse assunto, também procura matérias, equipamentos do gênero.
O que eu posso dizer com relação ao que normalmente a gente não vê em revistas de artes marciais aqui no Brasil são equipamentos, coisa que estamos nos especializando para poder por o produto na praça.

35- O que achou da FIGHTER MAGAZINE?
É uma revista muito interessante e importante, pois ajuda no crescimento das artes marciais, pois divulga matérias tanto das modalidades como de atletas que por um motivo ou outro ficam fora da mídia.

fonte: Revista Fighter Magazine.
Texto: Eduardo Almeida/EA Group

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