Chiquerim diz que bolsas são para ´almas´

O adversário do cearense Willamy Chiquerim na disputa pelo cinturão mundial em outubro próximo tem tirado o sono do lutador de vale-tudo. Porém, o japonês Takashi Nakakura não é o maior problema do atleta nesse momento. A grande dor de cabeça de Chiquerim é mesmo a falta de apoio e o alvo de sua reclamação dessa vez é a falta de critério para a cessão do bolsa atleta de alto rendimento por parte da Secretaria do Esporte do Estado (Sesporte).

“Toda vez que a gente vai atrás, as bolsas já acabaram. Enquanto isso, gente que você não vê lutar em canto nenhum, que nós chamamos de atletas ´almas´, porque você vê o nome, mas não vê o atleta, recebem. E eu, campeão brasileiro, sul-americano, com todos os cinturões, não recebo”, diz o lutador. Para o atleta, a angústia vai se tornar ainda maior, pois, nos próximos dias, vai necessitar de mais apoio financeiro. “Preciso passar um mês e meio no Rio de Janeiro para treinar e custo de vida lá, é alto. A gente precisa se alimentar, ter suplementação, e ainda tem a passagem e a hospedagem”, reclama.

A Sesporte, por intermédio de sua assessoria de imprensa, informou que, provavelmente, o competidor não observou os prazos para inscrição na Bolsa-atleta alto rendimento. Conforme a entidade, para solicitar o benefício – uma ajuda mensal de R$ 600 reais – o interessado deve se inscrever para o processo de avaliação durante o mês de janeiro. A bolsa é válida apenas durante um ano.

No início da noite de ontem, porém, o “choro” de Chiquerim parece ter produzido efeito. Ele mesmo informou ao Diário do Nordeste, que irá, hoje, acompanhado do secretário de Esportes do município (Secel), Evaldo Lima, se reunir com o titular da Sesporte, Ferruccio Feitosa, para solicitar uma ajuda de custo na viagem ao Rio de Janeiro.

fonte: Diário do Nordeste

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